A arte é mesmo um instrumento poderosíssimo que faz com que a pessoa que a realizou se torne mais leve e muito mais exposta do que antes, só que por uma maneira muito mais intimista e seletora, trazendo apenas aqueles que a sentem para perto do entendimento daquilo que foi transformado em arte.
É importante entendermos este “aquilo”. O que é a matéria prima da arte? Os sentimentos, as emoções, todo o rio que corre dentro de nós, seres humanos, que nos faz pensar, sentir e nos emocionar com as mais variadas emoções, é aquilo que projeta a arte.
Seja pela simples vontade de passar o tempo, impulsionado pela vontade de se sentir melhor e de receber uma atenção e uma bonificação de outros para o seu estado de espírito no momento; seja pela vontade de se sentir amparado, sabendo que não está sozinho quando você tem um determinado desejo ou quando se passa por uma situação específica…
A arte é tudo aquilo que colocamos para fora como um desafogo, como uma propagação de ideias, como uma vontade exteriorizada. Um dos meios mais efetivos onde se realiza essa exteriorização, ora desordenada, ora organizada, é a pintura.
A pintura se faz como um meio extremamente capaz de colocar para fora o exato estado em que uma determinada pessoa se encontra, mostrando todas as nuances de um ser e também toda a complexidade e o desarranjo em que alguém possa se encontrar.
Ou então, pode transmitir a visão que uma pessoa tem sobre o mundo, mostrando através de uma tela um retrato totalmente falado do que os olhos daquela pessoa encontram ao avistarem as situações ao seu redor.
Podemos dizer que um dos artistas mais expressivos no quesito modernista, um movimento que procura assimilar várias partes e tradições de escolas vanguardistas europeias, tenha sido o pintor brasileiro Darwin, que completaria 100 anos em setembro deste ano se ainda estivesse vivo. CONTINUAR LENDO
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