Podem reclamar o quanto quiserem a respeito do Rock in Rio, dizendo que as bandas são pop demais, que está faltando rock de verdade, mas desde o início o festival se confirma desta maneira, com bandas de rock de respeito, mas também com o seu apelo pop que serve para encher os caixas dos organizadores do festival de dinheiro. Claro, é necessário possuir uma line up que consiga atrair grana para o festival, senão fica inviável a continuação deste evento que tanto já deu alegria para os brasileiros.
Brasileiros que puderam ver Freddie Mercury dando um espetáculo em terras brasileiras, que puderam ver Axl Rose e sua trupa comandando um show histórico no Rio de Janeiro, que também puderam presenciar bandas clássicas e importantes para a história da música como Motörhead e uma das maiores bandas do heavy metal, Metallica, banda que se apresentará mais uma vez no festival.
Mas, como todos já sabem, o próprio rock não é feito apenas de músicas mais pesadas, há também espaço para músicos que pegam mais leve no peso de suas canções, como o destaque deste artigo de hoje, John Mayer. Alvo de polêmicas na imprensa por causa de seus relacionamentos com outras cantoras famosas, passando por depressão e um hiato sem lançamento de seus discos, o norte-americano de Connecticut trouxe uma nova roupagem a um dos gêneros mais inspiradores da cultura dos Estados Unidos, o blues.
SE ENRAIZANDO NO BLUES
John Mayer, assim como muitos músicos, se inspirou no blues de raiz, em músicos como Stevie Ray Vaughan, artista que estava presente numa fita cassete que ele recebeu quando criança e o fez se voltar para o clássico blues. E para quem está familiarizado com a cultura norte-americana, é impossível não se encantar com a simplicidade, com a sinceridade e com as emoções tristes, mas vibrantes dos acordes baixos do blues.
Se não fosse o blues, provavelmente não existiria o Rock in Rio, pois se há um culpado pela existência do rock, podemos dizer que esta culpa jaz no blues, com toda a sua rebeldia, com toda a sua vontade de viver contra o sistema, com o escape de cantar as suas mágoas, com o prazer de poder colocar numa guitarra elétrica todas as nuances que a alma dá. E quando o blues é feito de forma quase artesanal, com pedaços de paus batendo em pedras para marcar o tempo enquanto uma voz negra ecoa dos fundos de uma penitenciária no sul dos Estados Unidos, você finalmente percebe que existem estilos musicais que são muito mais do que algo para se divertir. CONTINUAR LENDO
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